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Home » Poesias Domingo, 26 de Maio de 2019







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por: Carlos Pena Filho

Freqentador da solido, s vezes
Jogava ao ar um desespero ou outro,
Mas guardava os menores objetos
Onde a vida morava e o amor nascia.

Era uma carga enorme e sem sentido,
Um silncio magoado e impermevel...
A solido povoada de instrumentos,
Roubando espao andeja liberdade.

Mas, hoje, outro que nem lembra aquele
Passeia pelos campos e os despreza
E porque sabe com certeza clara,

O princpio e o fim da coisa amada,
Guarda pouco da vida e o que retm
s pelo impossvel de eximir-se.