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Home » Poesias Domingo, 26 de Maio de 2019







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A Morte Absoluta
por: Manuel Bandeira

Morrer
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A enxague mscara de cera,
Cercado de flores,
Que apodrecero - felizes! - num dia,
Banhada de lgrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte

Morrer sem deixar por ventura uma alma errante...
A caminho do cu?
Mas que cu pode satisfazer teu sonho de cu?

Morrer sem deixar um soluo, um risco, uma sombra,
A lembrana de uma sombra
Em nenhum corao, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer to completamente
que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."
Morrer mais completamente ainda,
-Sem deixar sequer esse nome.